“A DC se manifesta de diversas formas, e a mais comum é a “silenciosa” – sem sintomas aparentes. O diagnóstico depende muito do conhecimento dos profissionais de saúde sobre a doença celíaca e suas diversas manifestações”
Quando e como você descobriu que tinha a doença celíaca?
R: Tive o diagnóstico no final de dezembro de 1994 e iniciei a dieta sem glúten no dia 1 de janeiro de 1995. Mas para chegar a esse diagnóstico, passei por seis endoscopias e uma série de outros exames invasivos, sem que os médicos conseguissem uma resposta para os meus problemas. O endoscopista cansou de me ver em seu consultório durante tantos meses sem apresentar melhoras, e no meio da 6ª endoscopia, telefonou para a minha gastroenterologista e comunicou que iria colher fragmentos do duodeno para pesquisa de doença celíaca. Enviou o material para dois laboratórios diferentes, e no laudo dos dois tivemos a mesma resposta – atrofia total de vilosidades, compatível com DC! Seis meses antes eu já havia conversado com minha gastro sobre essa possibilidade e ela havia descartado. Até hoje sou grata a esse médico pelo seu inconformismo e busca de uma resposta.
Numa entrevista, você disse que foram mais de 20 anos de sintomatologia e pesquisas médicas sem resultados… Isso aconteceu porque os métodos de diagnóstico eram falhos?
R: Isso aconteceu porque os médicos que cuidavam de mim desconheciam a doença celíaca! A endoscopia digestiva alta com biopsia de duodeno começou a ser feita para diagnóstico de DC a partir da década de 60. Temos celíacos que tiveram seu diagnóstico nessa época. A falha sempre foi o desconhecimento, além de informações equivocadas sobre essa doença auto-imune no Brasil. E é assim até hoje. Embora atualmente tenhamos disponíveis os exames de sangue (sorologia), que ajudam no diagnóstico, os profissionais de saúde sabem muito pouco sobre a DC. Mas sabemos que essa realidade se repete em muitos outros países. É um problema mundial. Em 1995, já tínhamos no país uma lei que protegia os celíacos, com a obrigatoriedade de presença, nos rótulos dos alimentos, da inscrição “Contém glúten”, mas ninguém sabia o que exatamente era esse glúten (só os celíacos sabiam)! As informações eram raras, e o consenso era de que só crianças desenvolviam DC – “não era uma doença de adultos”. Era considerada uma doença muito rara.
E que problemas (sintomas) você apresentava antes de saber que tinha a doença e continuar a comer alimentos com glúten?
R: Quando criança, eu tinha muita dor de barriga – sempre corria para a cama e ficava deitada de bruços apertando minha barriga até passar (não contava para meus pais, pois o remédio que me davam era em gotas e com um gosto horroroso – então, preferia esperar passar). Às vezes tinha diarréia sem ter infecção intestinal. Quando adolescente, passei a ter o intestino muito preso e a apresentar anemia. Cresci menos que minha irmã gêmea e o meu peso sempre foi baixo. Tinha muitas aftas, gases e barriga estufada. Com 30 anos, continuava com esse mesmo quadro, com maior perda de peso. As diarréias passaram a ser semanais, e então eu busquei ajuda de uma gastroenterologista. Meu quadro piorou, pois apresentei gastrite, mas continuei sem diagnóstico. A médica levantou a hipótese de Síndrome do Intestino Irritável. Cheguei a pesar 43 quilos (na época media 1,69). Pude continuar trabalhando pela boa vontade das pessoas à minha volta, que entendiam minhas faltas e dificuldades. Depois de 1 ano e meio de tratamento sem obter melhoras significativas, esse endoscopista me “salvou” e me deu o diagnóstico de DC! Com dois meses de dieta sem glúten, recuperei 10 quilos e minha saúde.
Em geral, hoje, médicos e nutricionistas no Brasil estão mais preparados para identificar sinais de doença celíaca nos seus pacientes e dar a orientação mais adequada para se chegar a um diagnóstico?
R: Em geral ainda não. Nas capitais e centros universitários, vemos essa realidade de diagnóstico mais rápido e profissionais de saúde em alerta para a DC, mas no interior do Brasil ainda há muito desconhecimento, falta de patologistas que conheçam bem a DC para dar um laudo mais preciso da biopsia e profissionais que consigam acompanhar o pós-diagnóstico. Mesmo com a publicação do Protocolo de Doença Celíaca no SUS, o número de municípios que hoje estão fazendo os exames de sangue (sorologia) pelo SUS é ínfimo – não chegam a 100 (o Brasil tem mais de 5 mil municípios!).
Qual é o protocolo atual para se pesquisar se uma pessoa apresenta a doença ou não? Deve haver entrosamento entre o médico e o nutricionista para se ter um resultado assertivo?
Hoje o médico irá pedir:
1) Sangue (sorologia)
– dosagem de imunoglobulina A (IgA)
– antitransglutaminase IgA
2) Endoscopia digestiva alta, com biopsia do duodeno (recolher de 4 a 8 fragmentos do bulbo duodenal, em locais diferentes);
E se houver dúvidas, pode ser pedido o exame genético – Pesquisa de HLA (DQ2 / DQ8)
É importante sempre que haja entrosamento entre o trabalho do médico e do nutricionista, para que todas as hipóteses diagnósticas sejam testadas. A DC se manifesta de diversas formas, e a mais comum é a “silenciosa” – sem sintomas aparentes. O diagnóstico depende muito do conhecimento dos profissionais de saúde sobre a doença celíaca e suas diversas manifestações.
Você acha que pode haver muito mais pessoas no Brasil e no mundo que apresentam a doença celíaca sem saber?
R: Pesquisas mostram que para cada seis ou oito celíacos no mundo, só um tem diagnóstico! Aqui no Brasil, não temos pesquisa feita sobre a prevalência da DC na população, mas pela minha experiência, acredito que seja para cada 10 celíacos só um tem diagnóstico!
Qual é a sua opinião sobre modismos como a “Dieta sem Glúten”, indicada para quem deseja emagrecer e que vive reaparecendo na mídia?
R: Hoje existem muitas revistas e publicações que sobrevivem por sempre apresentarem uma novidade no campo do emagrecimento, mesmo que de forma superficial ou leviana. A dieta sem glúten teve um diferencial sobre as outras, pois quem começou a indicar eram profissionais de saúde da linha ortomolecular ou da linha funcional, que já estavam preocupados com a sensibilidade ao glúten. Como alguns desses pacientes eram celebridades, a dieta acabou chegando à mídia, que transformou um procedimento de consultório em banalidade de revista. Mas eu só vejo coisas positivas – foi um dos fatores que fez aumentar o número de ofertas de produtos sem glúten nas capitais do sudeste e que ajudou a circular mais informação sobre o glúten e a doença celíaca.
Além dos celíacos, há os não celíacos que apresentam algum tipo de problema ou sensibilidade à ingestão de glúten, e parece que, neste caso, a prevalência é bem maior. Você acha que também pode haver um número grande de pessoas com alergia ao glúten que desconhecem apresentar o problema?
R: O Dr. Alesio Fasano já disse que as pesquisas sobre sensibilidade ao glúten estão hoje no mesmo patamar onde as pesquisas de Doença celíaca estavam há 30 anos. Então, se já é difícil encontrar profissionais de saúde que conheçam bem a DC, imagine encontrar profissionais no Brasil que saibam o que é a sensibilidade ao glúten. Com exceção dos nutricionistas funcionais, os biomédicos e os médicos ortomoleculares, são raros os profissionais de saúde que já tenham ouvido falar sobre isso (os intolerantes ao glúten não-celíacos!). E a população também desconhece que possa haver reações negativas ao glúten. Hoje somos o país do pão francês, da pizza italiana, do macarrão instantâneo japonês, do hamburguer americano. Nossa culinária tradicional (vinda da mandioca e do milho, naturalmente sem glúten) perdeu espaço para o trigo e o glúten, e isso só faz aumentar o número de pessoas com sensibilidade a essa proteína. Com certeza, a quantidade de pessoas sensíveis ao glúten é alta, mas a grande maioria não sabe nada sobre isso. É preciso que haja mais divulgação para que haja maior conscientização.
Doença celíaca sem diagnóstico pode estar na origem de muitos casos de infertilidade masculina e feminina
Já comprovada cientificamente, a relação entre infertilidade, tanto masculina quanto feminina, e doença celíaca (reação autoimune ao glúten) será o tema de uma palestra da Dra. Maria Elizabeth Ayoub no dia 26 de maio de 2012, durante o Congresso Internacional de Nutrição Especializada & Expo Sem Glúten, que acontecerá no Centro de Convenções Bolsa Rio, no Rio de Janeiro. 
Segundo a Dra. Ayoub, embora haja diversos trabalhos mostrando a relação entre infertilidade e consumo de glúten em pessoas com autoimunidade ou intolerância ao glúten, o problema ainda é ignorado pela grande maioria dos profissionais de saúde no Brasil, e se torna mais preocupante quando se considera que há um percentual expressivo de pessoas com doença celíaca sem um diagnóstico correto, ou seja, sem saber que apresentam a doença.
Gravidez com a retirada do glúten – A própria médica – especialista em Ginecologia, Obstetrícia, Nutrologia e Terapia Biomolecular – teve alguns pacientes que engravidaram ao retirar o glúten da dieta. “Foi isso que me chamou a atenção, e comecei a estudar o tema. Se uma mulher tem abortos repetidos ou é incapaz de conceber, deve-se considerar, na sua triagem, a doença celíaca, pelo teste de anticorpos”, aconselha.
De acordo com a especialista, a doença celíaca está altamente associada às infertilidades masculina e feminina devido, possivelmente, a seus múltiplos efeitos na nutrição, nos fatores de imunidade e nos hormônios. “Os mecanismos não são totalmente claros ainda, mas a infertilidade nestes casos é alta e normalmente reversível com o controle rígido da dieta”, continua.
O que se sabe hoje é que a doença celíaca provoca má absorção de nutrientes importantes para o sistema reprodutor, como ferro, ácido fólico, vitamina K e vitaminas lipossolúveis. Na mulher, além de infertilidade, ela pode levar a atraso puberal, amenorréia, abortos espontâneos, baixo peso ao nascer, redução na duração da lactação, presença de aftas freqüentes e dolorosas, e menopausa precoce. No homem, os problemas podem incluir espermatozóides anormais (forma alterada e número reduzido) e níveis mais baixos de testosterona.
Sobre a doença celíaca – Trata-se de uma afecção inflamatória crônica, caracterizada por permanente intolerância ao glúten contido no trigo e em cereais afins. O glúten representa 80% das proteínas do trigo e é composto de gliadina e glutenina.
A doença celíaca é causada pela ativação da resposta imune celular (células-T) e humoral (células-B) em resposta à exposição ao glúten em pessoa geneticamente susceptível. Apesar de ser frequentemente chamada de alergia ao glúten, a doença celíaca não é causada por processo alérgico, mas autoimune.
Pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que problemas causados pela ingestão de gluten vão bem além da doença celíaca, que atinge cerca de 1% da população mundial. Estima-se que 7% da população apresente alergia ou sensibilidade ao glúten, o que pode ser manifestado por uma série de doenças na maioria das vezes diagnostidas e tratadas de maneira errada pelos médicos.
Divulgar os problemas causados pela ingestão de glúten não só em celíacos, mas também em quem apresenta alergia ou sensibilidade a essa proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte; e mostrar como a nutrição funcional pode atuar nos três casos. Estes são os principais objetivos do Congresso Internacional de Nutrição Especializada & Expo Sem Glúten, que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de maio. O evento terá a participação do Dr. Alessio Fasano, da Universidade de Maryland, EUA, o qual se notabilizou na comunidade científica internacional por conta de suas pesquisas e descobertas relacionadas à intolerância, alergia e sensibilidade ao glúten. Pela primeira vez no país, Fasano apresentará pesquisas que mostram como a sensibilidade ao glúten pode estar relacionada a uma série de sintomas e doenças, fato ainda ignorado por grande parte dos médicos em todo o mundo.
Além do congresso, onde serão discutidas e apresentadas as bases científicas e inovações no tratamento da doença celíaca, da alergia alimentar e da sensibilidade ao glúten, o evento também abrigará workshops e exposições de produtos sem glúten. Nos workshops, serão realizadas oficinas que ensinarão, de maneira prática, o planejamento e a elaboração de pratos funcionais, não alergênicos e sem glúten. Realizado pelo CBAN – Centro Brasileiro de Apoio Nutricional, Fenacelbra – Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil e Acelbra-RJ, o evento abordará diversos aspectos da doença celíaca e das alergias alimentares que são do interesse de nutricionistas, médicos e de outros profissionais e estudantes da área de saúde, além de empresários, administradores e culinaristas dos ramos de hotelaria, restaurantes, lanchonetes, panificadoras e afins. – Sabemos hoje que cerca de 1% da população mundial apresenta a doença celíaca e que aproximadamente 7% apresenta alguma forma de reação a essa proteína. No Brasil, estima-se que haja 15 milhões de pessoas com problemas de sensibilidade ao glúten sem um diagnóstico correto, o que pode afetar por décadas a saúde e a qualidade de vida delas. A maioria dos profissionais de saúde ainda ignora a relação entre o consumo de glúten e uma série de sintomas como obesidade, prostração, depressão, queda de cabelo, vitiligo, hipertensão e dor de cabeça. O Congresso foi idealizado nesse contexto, onde, de um lado, pesquisadores e associações de celíacos avançam cada vez mais no conhecimento sobre alergias e sensibilidades a alimentos, e de outro, boa parte da sociedade, incluindo profissionais de saúde, ainda demonstra desconhecimento sobre essas questões. Por meio de palestras de notáveis pesquisadores, de workshops e exposições de produtos, pretendemos ampliar na sociedade o conhecimento acerca da intolerância permanente ou da sensibilidade ao glúten – diz a Dra. Noadia Lobão, nutricionista funcional e diretora do CBAN.
Serviço: Congresso Internacional de Nutrição Especializada & Expo Sem Glúten 25 e 26 de maio de 2012 CENTRO DE CONVENÇÕES BOLSA DO RIO End.: Praça XV de Novembro, 20/Térreo – Centro – Rio de Janeiro, RJ Programa e informações em geral: http://www.exposemgluten.com.br
Informações para a imprensa:
Leonardo Pessanha – C3 Comunicação
21 2551 7999 ou 21 7941 2929
Problemas de saúde relacionados ao consumo de alimentos com trigo, aveia, cevada e centeio não são sinônimo de doença celíaca – patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos e que é precipitada pela ingestão de alimentos com glúten. Há milhões de pessoas no Brasil e em todo mundo que, apesar de não terem diagnóstico de doença celíaca, apresentam alergia (ou sensibilidade) ao glúten sem saber. Estimativas apontam que a sensibilidade ao glúten afeta um número de pessoas entre seis e sete vezes maior do que a doença celíaca, cuja prevalência é de cerca de 1% da população.
O caso da carioca Solange Lins, 54 anos, é um exemplo de como a sensibilidade não diagnosticada ao glúten pode afetar a vida de uma pessoa por décadas. Cheia de problemas de saúde desde criança, ela procurou em 2010 a nutricionista funcional Noadia Lobão, depois de assistir uma palestra dela sobre problemas relacionados ao glúten. Na primeira consulta, ela contou que havia entrado na menopausa bruscamente, estava engordando, tomando antidepressivo e ainda assim se sentia muito prostrada. Também relatou problemas de vitiligo, tireóide, queda de cabelo, hipoglicemia, hipertensão e dor de cabeça.
A nutricionista desconfiou logo de que poderia haver relação entre os problemas relatados e o consumo de glúten. Assim, ela pediu que a paciente procurasse um médico de sua confiança para que este diagnosticasse se as causas de seus sintomas era a doença celíaca. O médico solicitou os exames exames, mas estes não acusaram a doença.
Como a paciente continuava a apresentar uma série de sintomas, principalmente cansaço, dor de cabeça, hipoglicemia reativa, problemas circulatórios e gastrointestinais, a Dra. Noadia, com o aval do médico, passou uma dieta sem glúten para Solange, e em menos de uma semana ela sentiu uma melhora de todos os problemas que há anos a incomodavam. Em um e-mail enviado para a nutricionista, ela diz: “substitui os alimentos e estou me sentindo muito bem, como não me sinto há não sei quanto tempo. Troquei, por exemplo, o pão pelo biju, pela mandioca; etc. Não estou sentindo falta de nenhum alimento”.
Alguns meses depois a nutricionista pediu que Solange voltasse a comer alimentos com glúten para que ela fizesse o exame genético de doença celíaca. Solange seguiu a orientação da Dra. Noadia, que desejava, juntamente com o médico, descartar de vez a possibilidade de ela ter a doença. Porém, dois dias depois de voltar a consumir glúten, a paciente começou a se sentir muito mal, como se sentia antes da dieta de restrição alimentar. Em e-mail enviado para a nutricionista, ela diz que acha que não vai aguentar esperar o exame. Solange pediu, então, a opinião do seu medico, que a aconselhou a suspender imediatamente o consumo de glúten. Desde então, tratada pela nutricionista functional e pelo médico homeopata, sem comer mais nada que contenha glúten, ela vem se sentindo bem melhor.
Abaixo, entrevista com Solange Lins:
Que problemas de saúde você apresentava antes de começar a excluir o glúten e perceber melhoras?
R: Tenho 54 anos e desde a adolescência venho sofrendo e buscando tratamento para uma série de doenças autoimunes como: constipação intestinal, diarreia, vitiligo, hipertireoidismo, alopecia, hipoglicemia, cistos, anemia, depressão, insônia, desânimo, entre outros.
Antes da orientação recebida no sentido de excluir o glúten, você tinha o hábito de incorporá-lo à alimentação diária?
R: Sim. O glúten sempre esteve presente na maioria das minhas refeições.
Ao longo de sua vida, desde a sua infância, o que os médicos falavam a respeito dos problemas que você apresentava? Nenhum deles chegou a suspeitar de sensibilidade ao glúten?
R: Eles sempre tratavam as doenças de forma isolada e nenhum suspeitou da sensibilidade ao glúten.
O que a levou a procurar uma nutricionista funcional? Foi por meio dela que você soube que o seu problema podia estar relacionado à ingestão de glúten?
R: Fui à Dra. Noadia Lobão depois de assistir uma de suas palestras, onde ela falou de coisas que eu sentia e não conseguia melhorar com medicamentos. E foi por meio dela que descobri a relação dos meus problemas com o glúten. Com a maioria dos médicos nem toquei no assunto, pois os conhecia e sabia que não concordavam nem com a ingestão de suplementos receitados por nutricionista. Só falei com meu homeopata, que concordou com o diagnóstico e me apoiou.
Como foi a sua reação à dieta sem glúten?
R: Iniciei imediatamente o tratamento, pois precisava fazer algo para melhorar, não aguentava mais viver doente. Deixei de comer coisas que não vivia sem, como: bolos, pães, biscoitos, entre outros. Mas estava feliz por ter a esperança da melhora.
E hoje, como você está se alimentando? E como tem se sentido?
R: Hoje não como nada que contenha glúten, faço sempre substituições. Me sinto ótima, a indisposição que me acompanhava acabou, e a nutrição funcional passou a fazer parte da minha vida.






